sábado, 18 de junho de 2016

Metafísica e Lógica





Aprendemos,  com Aristóteles:


“Todos os homens,  por natureza,  desejam conhecer”.  

Essa natureza do movimento que seria o homem, mas estando em relação ao conhecimento das formas do supra – sensível é algo que está além da física.  
A ciência que se preocupa com o conhecimento que vai além dos corpos em si seria a metafísica.   Esse conhecimento irá ser buscado além dos movimentos dos corpos  consigo mesmo. 

No livro da metafísica, Aristóteles, em seu princípio da não – contradição , vem trazendo questionamentos,  tanto para a filosofia quanto para a ciência.   A causa não causada seria o princípio de tudo.  


ALMA VEGETATIVA
Para Aristóteles, no livro II na obra Metafísica, existem 5 tipos de potencialidades da alma, nesses princípios acidentais em suas operações, existem tais funções: vegetativa; locomotiva; sensitiva, apetitiva  e raciocinativa.
Na  Alma vegetativa, por exemplo, seu objetivo é de se nutrir e fortalecer, mediante a reprodução da espécie.  Aristóteles afirma que os animais ao nascerem em torno de 1 mês já dominam a maiorias de suas habilidades.  O homem quando nasce depois de 5 anos que irá dominar suas habilidades.  E, isto seria a maturação da alma em sua intelectualidade. 
Com isso, todo homem ao desejar se conhecer suas possibilidades de alma o motor que se manifestará será a linguagem.  Essa linguagem trabalhada, segundo Aristóteles, não podemos dizer algo e ao mesmo tempo contradizermos o que se fala.  Isto pode ser tomado como confuso nos discursos,  tanto antigos, como modernos e algo deve ter sentido sobre aquilo que se fala em sua lógica experimental.  Ninguém deseja conhecer algo inverídico, queremos a qualquer custo ser guiados pela luz da verdade
Na lei do que é lógico,  ao dizer algo seu significado,  tem que dizer algo que faça algum sentido.  Este significado do que se diz será incorporado no uso predicativo ao que se está informando.   Aristóteles,  nos ensina que não podemos pensar em nada que não venha a ser determinado.  Pois, toda proposição tem seus sujeitos verbos e predicado.  Nesta proposição seu sentido tem que ser único.  



Texto: Maria C. Monteiro



FONTE:

http://www.resumosetrabalhos.com.br/a-respeito-da-alma-aristoteles.html









Os fisiólogos, faziam ciência no âmbito da admiração e observação da natureza, isso condiz, em uma integração de todo o  processo natural,  daquilo que se dava presente, e de forma fenomênica na natureza.  Portanto, a natureza acontecia em seu próprio movimento, e esse movimento, é que despertava o amor e o desejo do homem para o conhecimento. No entanto, para “Aristóteles”, esse conhecer cientifico dos fisiólogos, era dado de forma confusa, e carente de certezas, ou seja, faltava objetividade e verdade em suas colocações, ao afirmar algo como origem de tudo. Em meio a isso, Aristóteles analisou toda essa problemática apresentada até então,  pelos pré-socráticos, acrescentando o âmbito metafísico e a lógica.  Nesse sentido, O PRINCIPIO DA NÃO - CONTRADIÇÃO, passa a ser o principio da lógica de Aristóteles, ou seja, o fazer lógico. Portanto, nesse sentido, Aristóteles compreendeu que, os pré-socráticos, faziam ciência voltado somente no âmbito material e no sentido empírico, e isso para Aristóteles, contradizia como verdade, pelo fato em que, o homem antes de conhecer, ele deseja. Essa observação de Aristóteles, determinou a colocação da metafísica entre o fazer e o conhecer. No entanto, o que faltava para Aristóteles no conhecimento dos fisiólogos anteriores a ele, era direcionar o conhecimento para o âmbito inteligível e metafísico.

Essa forma de conhecer segundo,  Aristóteles, já tinha sido feita por “Parmênides e Hesíodo”, que pensaram o ser como idéia, ou mesmo como forma, olhando por este sentido, o conhecer saia do âmbito físico, e ia para a linguagem. No entanto, Platão e Pitágoras,  também pensou a origem da natureza como forma, e de maneira geométrica e simbólica.

 Porém, Aristóteles,  conclui que o desejo e o amor pertencem o âmbito inteligível, e não ao material. Nesse sentido, metafísica e lógica, consiste no que a linguagem, contribui para com o conhecimento, ou seja, o (motor imóvel), a natureza e a linguagem, sendo o principio da não -  contradição, e que interligam a lógica com a metafísica.  No sentido em que, o âmbito inteligível que inclui o desejo,  o amor e a razão, se relaciona com a realidade sensível, (o motor imóvel).  O principio da não-contradição permeia a um novo modo de conhecer que até então, não se dava, ou seja, o que nós podemos conhecer na natureza sensível (realidade), e o que podemos conhecer através da linguagem?

Através da linguagem podemos conhecer

No entanto, a possibilidade de conhecimento para Aristóteles, só acontece através da linguagem, e nesse sentido, os fisiólogos se contradiziam, por não apresentarem verdade no que diziam.   Mas,  metafísica e lógica se constitui entre a natureza e a linguagem, com o propósito de dar sentido ao conhecimento.  O desejo de todo homem pelo conhecer, já acontecia desde os pré- socráticos, a partir do amor e do desejo que eles tinham por admirar e conhecer a natureza, nesse sentido, a linguagem vem para Aristóteles, com a função de buscar de forma raciocinativa, o sentido e a lógica em toda proposição e afirmação colocada pelo homem.   Portanto, por trás da  linguagem, sempre existirá um desejo.



Texto: Gilberto Galdino dos Santos






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