terça-feira, 29 de setembro de 2015

SUELEM - CONTROVÉRSIA ENTRE SOFISTA E FILÓSOFOS




1 . A CONSCIÊNCIA COMUM E O DISCURSO CIENTIFICO COMO DINAMISMO POLÍTICO - CULTURAL



Os mitos é o fundamento que formata a cultura ,é um modo cultural da valorização da vida. A palavra mito diverge seu uso no senso comum ou seja fantasias e mentiras.
 O mito é uma fantasia artística ou uma teoria abstrata.  Ele não é idêntico aos termos lenda ou folclore, pois ele detona a narração "sagrada", ou seja,  a narrativa originária da criação.  O  mito é nuclear na dinâmica cultural na ação, pensamentos e na vida mesmo na nossa atualidade.
 As culturas humanas devem ser por definições dinâmicas. Cada um em sua "formatação de base", ou seja,  mito fundante de sua própria dinâmica cultural.
 Para ela ter autenticismo,  tem que ter uma globalidade de pensamentos, sentimentos e de vida que se pulsa na sociedade para que não perca sua identidade. Ela precisa ser revigorada para que não perca sua vida.
 As esferas culturais do mito religioso e da ciência compartilham a coletividade de uma cultura geral, ou seja possibilita a dinâmica da relação politico - social.
 A ciência e a religião não deveriam concorrer para uma disputa entre dimensões essenciais para o cidadão.


Democracia Grega



2 . O CIDADÃO ENTRE OS NOMOS E A PÝSIS


Physis e Nomos
 O membro do corpo político é a definido  mais pelo nomos (juridica) do que pela physis (fisica),a prática da retórica na praça púbica serve para diferenciar o justo do injusto.
 A justiça é uma construção político-retórico a serviço da humanidade e essa construção não impede de se tecer referenciais morais.  Ela é justa por que se contextualiza - se fosse ao contrário seria negar a concretude da ação humana.
Os sofistas enfatizam a religião entre verdade e construção política - jurídica em contexto democrático. Examinaram um futuro melhor para coletividade, contra as barbáries e a favor da solidariedade, essa é a "verdade" decidida em coletividade para a compreensão sofistica da "verdade".  Os valores da justiça e injustiça funciona de acordo com os costumes sociais. O fogo conforme Aristóteles, arde igual onde for.
 A liberdade de se expressar caracterizou a vida ateniense no século de Péricles.  Na antiguidade grega as dificuldades por meio da escrita tornou-se vantajosa a palavra para o público.

Péricles

Para Péricles a melhor coisa,  ou seja, a prevenção contra o autoritarismo e fundamentalismo é o discurso e vozes na praça pública.  O discurso de quem se considera o "dono da verdade" exige que cale a boca de quem fala do que não "saberia" é o impedimento para a democracia.
 Todos nós compartilhamos de uma cultura produzida no coletivo e então construímos  novas relações políticas pela comunicação, então,  favorecemos com o seguinte conceito: "contra a opinião da autoridade, viva a autoridade de opinião!"


No mito narrado por Platão no "Protágoras" no livro VII "A República" sua antítese paradigmática e teórico valorativa, ambos o texto encontramos em duas partes na narração da alegoria (mytos) e em seguida o (logos).
A virtude da política ou senso de respeito e justiça é o lote de cada um para que haja comunidade, adquirida por todos e para todos.


Protágoras

Para Protágoras o filósofo - especialista ou um simples cidadão "Zé povinho",  cada opinião é legítima quando participam na ágora.
 Para Platão é que a democracia é uma anarquia, falta de governo, mandam conforme o ponto de vista de Protágoras, mas não para Platão: a tirania ou seja,  domínio de poder.
 Apesar dessa oposição o que há em jogo ou seja em tese é uma política comum, uma incompetência para assuntos comuns, e nessa,  quem se dá bem é quem usa a palavra com um diferencial.




Thémis e Diké
Com isso, não foi a deusa Thémis nem Diké, que gerou as leis e nem mesmo os advogados e juízes, mas sim, uma deliberação pública onde que nesse caminho deveríamos construir a compreensão da justiça.

Para distinguir o filósofo do sofista hoje em dia seria o intelectual do cientista:

O filósofo é o antigo "cientista" pois ele sabe a essência do real, isso antes da separação da filosofia e ciência.







                                               
                                                
- Responsável:



Suelem Firmino 



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